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quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

O Mistério do "Ronco" Fantasma e o Resgate no Shopping


Marco Daher e a CBR 1000

Tudo começou com a promessa de um comboio épico saindo de Goiânia. O grupo era grande, e o destino final era uma pamonharia famosa no interior, mas o calor de 38°C do Goiás não perdoa ninguém. Quando chegamos perto de um shopping em uma cidade vizinha, a decisão foi unânime: "Pausa para o ar-condicionado ou derretemos dentro do couro!"

O problema é que o "Marcão", como o grupo chama o Marco Daher, é extremamente zeloso com sua CBR 1000 preta e cinza. Ele estacionou a máquina com uma precisão cirúrgica. Enquanto os outros motociclistas já corriam para a praça de alimentação, Marco ficou para trás, verificando se a moto estava bem travada.

Foi então que a confusão começou. Um dos amigos, o "Tião", jurava que tinha ouvido um barulho estranho vindo da moto do Marco logo na chegada — um chiado agudo. A notícia se espalhou entre o grupo lá dentro como rastro de pólvora. "Ih, a CBR do Marcão tá vazando fluido!", gritou um. "Nada, é o radiador que vai explodir!", retrucou outro.

Em pânico e entre risos nervosos, o grupo todo abandonou seus milk-shakes e desceu correndo para o estacionamento, achando que veriam uma cena de desastre. Ao chegarem lá, encontraram Marco exatamente como na foto: imponente, de óculos escuros, segurando o capacete com uma calma de monge budista ao lado da moto impecável.

"Gente, o que foi? Aconteceu alguma coisa?", perguntou Marco, estranhando a horda de motociclistas suados e esbaforidos vindo em sua direção.

Tião, ofegante, apontou para a moto: "O barulho, Marcão! A moto tá apitando!". Marco olhou para a CBR, olhou para o Tião, e soltou uma gargalhada que ecoou por todo o shopping. Ele simplesmente buscou no bolso o seu celular, que estava conectado ao Bluetooth do capacete e tocando — no volume máximo — o toque de um despertador irritante que ele esqueceu de desligar.

A comoção virou uma sessão de gargalhadas sem fim. O "resgate" da moto era apenas um alarme de celular. Marco, aproveitando a pose de "piloto de elite" que o momento de tranquilidade antes da confusão rendeu, pediu: "Já que desceram todos, alguém tira uma foto minha aqui antes que o Tião invente que a moto tá pegando fogo de novo!"

E assim surgiu o registro: Marco, a CBR e a paz de quem sabe que o único perigo ali era a imaginação dos amigos.